A ESTÉTICA DA MISÉRIA
por Eliane Garcia
orientação: Cristine Nogueira
A miséria do Aurélio é estado, adjetivo e ação. Acumula significados que qualquer ser humano com algum grau de sanidade pretende manter distantes da sua existên¬cia: é pobreza extrema, indigência, penú¬ria. Por outro lado, no mesmo dicionário, a estética – que compreende (para dizer pouco!) a descoberta de Baumgarten e o “não sei o quê” de Leibniz – vem a ser o ramo do conhecimento que racionaliza os conceitos e emoções SUSCITADAS pelo belo. Quem chegou até aqui talvez julgue soar estranho que palavras de significados tão opostos ocupem a frase, do título deste artigo, da forma que lá estão. Partindo desse estranhamento, surge a questão: de que forma essa experiência se dá?
Antes de tentar responder a essa ques¬tão, convém contextualizar a miséria no mundo e em nosso país. O que quer dizer pobreza e indigência, como identificar um pobre? Para efeito estatístico, estudiosos chegaram a uma definição do que é misé¬ria e pobreza, estabelecendo duas gran¬des linhas:
LINHA DE POBREZA:
Pessoas que não têm renda suficiente para cobrir os custos mínimos de manutenção da vida humana: alimentação, moradia, transporte e vestuário
LINHA DE MISÉRIA:
Pessoas que não têm renda suficiente para cobrir os custos mínimos de uma necessidade básica: a alimentação.
sábado, 23 de maio de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário